Ninguém a levou a sério. Após a prisão de Diddy, as pessoas se lembraram das revelações surpreendentes da ex-Pussycat Doll sobre sexo na indústria do entretenimento

Após a prisão do rapper e produtor Diddy (Sean Combs), que enfrenta mais de 100 acusações, antigas entrevistas com celebridades começaram a ressurgir online, insinuando escravidão sexual na indústria do entretenimento americana.

As pessoas relembraram as declarações da ex-integrante das Pussycat Dolls, Kaya Jones, que admitiu que as integrantes do grupo foram coagidas a ter relacionamentos sexuais.

Kaya esteve com as Pussycat Dolls de 2003 a 2004. Em 2017, ela alegou que as integrantes eram forçadas a fazer sexo com qualquer pessoa que o fundador do grupo, Robin Antin, apontasse.

“A minha verdade. Eu não fazia parte de um grupo de garotas; eu fazia parte de um grupo de prostitutas. E aconteceu que cantávamos e nos tornamos famosas enquanto nossos donos ganhavam dinheiro”, escreveu ela nas redes sociais. Ela acrescentou que a situação era tão terrível que teve que abrir mão do sonho de se tornar uma cantora famosa e de um contrato de US$ 13 milhões. Robin negou todas as acusações, chamando-as de “mentiras repugnantes e sem sentido”.

Jones continuou dizendo que buscou ajuda de executivos de Hollywood em 2004 e, em 2005 e 2006, falou com a imprensa, mas ninguém a levou a sério na época. Ela espera que o escândalo Diddy leve a mudanças positivas na indústria musical.

“Eu quero mudança, e sou uma das muitas pessoas que mostram que isso é possível. 50 Cent fala sobre Diddy; acho que ele foi ouvido. Kaya Jones, que falou sobre mulheres jovens e como somos tratadas, permaneceu sem ser ouvida. Espero que agora todos vocês me ouçam”, disse Kaya.

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