Meu casamento já dura quatro anos e ainda sorrio quando penso em nosso casamento e lua de mel.
Meu marido e eu nos casamos mais tarde, quando ambos já tínhamos vidas estabelecidas: apartamentos, empregos e interesses definidos. Foi uma decisão consciente tomada por dois adultos prontos para a vida em família.
Para organizar o casamento dos meus sonhos, meu marido sugeriu alugar seu espaçoso apartamento de três quartos. A ideia era tentadora: um vestido de um estilista famoso, uma limusine, um banquete em um restaurante luxuoso e meu anfitrião favorito como mestre de cerimônias.
E a lua de mel? Claro, à beira-mar, com areia branca, o som das ondas e um pôr do sol sem fim.
No entanto, nossos sonhos colidiram com a realidade. Quando o cerimonialista nos deu o preço, ficamos literalmente sem palavras. Era um valor astronômico.

“Talvez devêssemos esquecer o casamento?”, eu disse abruptamente.
Fiquei surpresa com a facilidade com que meu marido concordou. Mas ele também não queria se casar apenas no cartório. Em vez disso, decidimos fazer um pequeno e aconchegante banquete para os nossos entes queridos e passar a lua de mel na casa da mãe dele, no interior.
Sinceramente, no começo fiquei um pouco decepcionado. Vindo do conforto da vida urbana, a ideia de morar no campo me parecia tediosa e comum.

Mas assim que chegamos, minhas dúvidas desapareceram. Minha sogra, com grande compreensão, foi morar na casa de uma amiga, deixando a casa completamente para nós. Ali, cercados pela natureza, o tempo pareceu parar.
Aquela semana se tornou especial para nós. Longe do barulho da cidade, percebi que a felicidade não está nas grandes celebrações ou nas decorações caras, mas nos momentos sinceros que criamos juntos.