Apesar dos frequentes relatos ao longo do último ano — desde a notícia do diagnóstico de cancro do Rei Carlos — de que o Príncipe Harry deseja, alegadamente, reconciliar-se com o pai, é evidente que o filho mais novo do monarca não está a perseguir ativamente esse objetivo. Isto foi confirmado pela sua recente decisão, que muitos consideraram ofensiva para o filho da falecida Rainha Isabel.
O Rei Carlos fez a Harry uma proposta que muitos interpretaram como um gesto para reatar a relação. No entanto, Harry rejeitou-a de forma notoriamente desrespeitosa. Esta semana, uma nova batalha judicial iniciada por Harry deverá começar em Londres. O príncipe está a processar o News Group Newspapers, que inclui o popular tabloide, acusando-o de métodos ilegais na recolha de informações sobre a sua vida privada.

Para sustentar o seu caso, Harry deveria testemunhar em tribunal, o que o obrigaria a viajar da Califórnia para Londres, onde reside desde que deixou os seus deveres reais em 2020. Para o acomodar, o Rei Carlos convidou generosamente Harry a ficar no Palácio de Buckingham durante a sua visita ao Reino Unido. Mas, em vez de expressar gratidão, Harry recusou a oferta.

Declarou ainda que não compareceria a Londres esta semana. Pretende testemunhar mais tarde, provavelmente em fevereiro, uma vez que o julgamento deverá durar pelo menos sete semanas. A sua decisão foi motivada pela luta constante para garantir proteção policial 24 horas por dia, 7 dias por semana — algo a que acredita ter direito enquanto membro da família real. Em abril passado, Harry perdeu um processo judicial no qual tentava obter essa proteção, mas desde então recorreu da decisão, que será revista na primavera.
Rejeitar a oferta do Rei Carlos foi amplamente considerado uma atitude imprudente, uma vez que permanecer no palácio garantir-lhe-ia a segurança pela qual luta em tribunal. No entanto, Harry pareceu insinuar que não quer “esmolas” e insiste em receber tudo “por direito legal”.
Jenny Bond, especialista real, comentou: “Acho que isto é um grande erro, porque se ele tivesse ficado no palácio, teria recebido automaticamente proteção policial 24 horas por dia”.