De negligenciadas a deslumbrantes: o incrível renascimento de poltronas esquecidas (fotos de antes e depois)

Por vezes, o verdadeiro encanto de um objeto antigo e esquecido esconde-se sob anos de negligência e desgaste. Foi definitivamente o caso de duas poltronas soviéticas bastante deterioradas, que poderiam ter sido descartadas não fosse a dedicação e a visão de uma mulher determinada.

Ela partilhou a sua inspiradora jornada para salvar estas cadeiras aparentemente irrecuperáveis ​​do descarte. Enquanto muitos as veriam apenas como lixo, ela reconheceu o seu potencial e trouxe-as de volta à vida de forma encantadora.


A história dela:

No inverno passado, o meu marido e eu estávamos a levar a nossa filha mais velha para as suas aulas de arte noturnas. Estava grávida, mas cheia de energia e ideias. Enquanto caminhávamos para casa pelo bairro, reparámos na demolição de algumas garagens de metal, deixando para trás montes de lixo — pedaços de vidro, pedaços e entulho por todo o lado.

Enquanto caminhávamos lentamente pela rua, avistei algo no meio da confusão — uma forma que reconheci imediatamente como uma cadeira. Apontei para o meu marido e disse: “Olha que beleza!”, mas continuámos a andar. Mesmo assim, não conseguia tirar aquelas cadeiras da cabeça.

No regresso, fiquei encantada ao ver não uma, mas duas cadeiras — perfeitamente iguais —, no entanto em mau estado. Restaurá-las parecia um sonho, mas também uma tarefa assustadora.

Assim que cheguei a casa, não conseguia parar de pensar nas cadeiras. Estava determinada a salvá-las. O meu marido não estava muito entusiasmado com a ideia, mas, como se costuma dizer, “não se pode dizer não a uma grávida”. Depois de alguma insistência, ajudou-me a trazê-las para casa.

Resmungou durante todo o caminho, incomodado com o cheiro a decomposição e preocupado com o que as pessoas poderiam pensar ao vê-lo a carregar aquilo. Mas já estava a imaginar o quão bonitos poderiam ficar.

Quando finalmente examinámos as cadeiras à luz do dia, estavam em pior estado do que eu imaginava: o tecido estava a apodrecer, a espuma a desfazer-se e os suportes dos assentos rachados e ressecados. O meu marido insistiu para que ficassem no exterior, a princípio, uma vez que estávamos a viver com os meus pais, mas eu não conseguia tirá-las da cabeça. Estava convencida de que poderia restaurá-las — e que ficariam amarelo-vivo!

 

Comecei por desmontá-las até ficarem apenas com a estrutura de madeira. Decidi substituir os suportes dos bancos partidos por tiras resistentes, semelhantes às dos cintos de segurança dos automóveis. Depois, comprei espuma espessa para acolchoar e passei um mês inteiro à procura do tecido amarelo perfeito pela cidade.

 

Enquanto trabalhava no estofamento, limpei e tingi os pés, selando-os com verniz. As grades em falta reconstruí-as eu mesma usando barras de madeira.

Por fim, juntei tudo com um agrafador de construção. O momento de orgulho chegou quando sentei o meu marido numa das cadeiras prontas. Agora, adora-as — e acho que também me valoriza um pouco mais.

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