Muitas pessoas recordam com carinho as máquinas de costura clássicas que outrora faziam parte da decoração de quase todos os lares. Estas máquinas, frequentemente utilizadas pelas nossas mães e avós, não eram apenas práticas, mas também tinham um design muito bonito. Entre elas, uma marca destacou-se e tornou-se icónica: a Singer. Juntamente com a sua popularidade, surgiram inúmeras histórias e rumores intrigantes.
A primeira máquina de costura Singer foi inventada em 1851 por Isaac Singer, um inventor e empresário norte-americano. Em menos de uma década, as máquinas Singer ganharam fama mundial. A produção cresceu rapidamente e as licenças foram vendidas internacionalmente, espalhando a marca pelo mundo.
No início do século XX, foi instalada uma grande fábrica da Singer perto de uma pequena cidade com apenas 5.000 habitantes, mas com excelentes ligações ferroviárias. Em 1914, a fábrica produzia umas impressionantes 600.000 máquinas por ano. Isto fez do país o segundo maior produtor e exportador mundial de máquinas de costura, a seguir aos Estados Unidos. Compradores da Pérsia, Japão, China e muitos outros países adquiriram avidamente estas máquinas.

A produção foi brevemente interrompida durante a turbulência política de 1917, mas foi logo retomada sob novos nomes como “Gosshveymashina” e “PMZ” (Fábrica Mecânica de Podolsk). Apesar da nova marca, as máquinas mantiveram o seu aspeto característico: formas curvas elegantes, acabamentos em preto brilhante, detalhes complexos em dourado e bases em madeira polida.

Porque é que estas máquinas Singer antigas continuam a cativar colecionadores e entusiastas até hoje? Ao longo dos anos, circularam diversos rumores insólitos. Por exemplo, em 1998, alguns afirmaram que a empresa estava a recomprar secretamente máquinas com números de série começados por “1”.
Na década de 1990, um mito popular sugeria que os primeiros modelos eram feitos com paládio, um metal raro. Mais tarde, na década de 2000, espalhou-se na Arábia Saudita o rumor de que as agulhas das máquinas Singer continham “mercúrio vermelho”, alegadamente ligado a bombas ou caças ao tesouro. Outros diziam que algumas máquinas eram feitas de ouro branco por famílias ricas como forma de esconder as suas fortunas. Havia também a crença de que os números de série eram códigos secretos de contas bancárias, e alguns colecionadores procuravam máquinas com padrões especiais nos números de série, como dígitos repetidos.

Nenhuma destas histórias foi verificada, mas as máquinas de costura Singer continuam a ser muito procuradas. Enquanto algumas pessoas ainda as usam para costurar, muitas outras guardam-nas como valiosas antiguidades. De facto, os modelos antigos raros podem atingir preços até 1.000 dólares ou mais em plataformas de revenda como o olx.ua.
Tem alguma memória de uma máquina de costura Singer na sua família? Ou talvez ainda tenha uma? Partilhe as suas ideias nos comentários — quer seja fã das lendas ou simplesmente admire o charme intemporal destas máquinas clássicas!