Bob Weir, o coração pulsante dos Grateful Dead e figura fundamental na história do rock norte-americano, faleceu aos 78 anos.
Segundo um comunicado divulgado no seu site oficial e nas suas redes sociais, o lendário guitarrista, vocalista e cofundador da banda faleceu em paz, rodeado pela sua família.
Weir foi diagnosticado com cancro em julho e enfrentou a doença com determinação, concluindo o tratamento nos últimos meses. Embora tenha superado o cancro em si, o comunicado revelou que as complicações relacionadas com problemas pulmonares pré-existentes acabaram por levar ao seu falecimento.

A sua morte encerra o capítulo de uma notável carreira de seis décadas que transformou não só a música ao vivo, mas também a relação entre os artistas e o seu público. Para gerações de fãs, Bob Weir representou a continuidade, a experimentação e a ideia de que a música poderia ser uma viagem para a vida, partilhada por uma comunidade.
Fiel ao seu espírito, Weir nunca se afastou silenciosamente. Poucas semanas depois de ter iniciado o tratamento contra o cancro, regressou aos palcos no verão passado, no Golden Gate Park, em São Francisco, reunindo-se com os restantes membros dos Grateful Dead para uma série histórica de concertos que assinalaram o 60º aniversário da banda. Foi um momento que captou na perfeição quem ele era: resiliente, dedicado e guiado pela música acima de tudo.
John Mayer, que se apresentou ao lado de Weir nos últimos anos, descreveu-o uma vez como um verdadeiro original musical, um guitarrista que criou a sua própria linguagem — uma linguagem que revelava a sua profundidade apenas para aqueles que a ouviam com atenção.
Longe dos holofotes, Weir era conhecido pelo seu ativismo, pelo seu compromisso com o vegetarianismo e pela sua profunda crença na música como ferramenta de união e compaixão. Falava frequentemente das canções dos Grateful Dead como entidades vivas, destinadas a perdurar muito depois da morte dos seus criadores, transmitidas através de gerações de fãs.

“Que este sonho continue através das gerações futuras”, escreveu a sua família. “Despedimo-nos da forma que ele nos ensinou — não como um fim, mas como uma bênção. Uma recompensa por uma vida que valeu a pena ser vivida.”
Bob Weir deixa a mulher, Natascha Münter, e as filhas, Monet e Chloe, que pediram privacidade neste momento.
Durante sessenta anos, Weir ajudou inúmeros ouvintes a encontrar aquele lugar mágico onde a música e o público se tornam um só — “aquele buraco no céu”, como o próprio descreveu em tempos.
Agora, ele foi lá primeiro.
E a música continua. 🌹