Rita Guerra decidiu, finalmente, quebrar o silêncio e partilhar com o público uma memória profundamente pessoal que permanece gravada na sua vida artística e emocional. A cantora portuguesa recuou no tempo para recordar um momento único vivido ao lado de Angélico Vieira, um artista que marcou uma geração inteira e cuja ausência continua a ser sentida muitos anos depois da sua partida precoce.
Foi através de uma partilha sentida nas redes sociais que Rita trouxe à luz a história por trás da gravação de “Quando Te Lembrares de Mim”, um tema que se tornou muito mais do que uma simples canção. Para a artista, aquele encontro em estúdio foi carregado de significado, emoções à flor da pele e uma cumplicidade rara. Não se tratava apenas de trabalho, mas de um verdadeiro diálogo entre duas almas artísticas que se entenderam sem esforço.
Rita descreveu Angélico como alguém atento, sensível e generoso. Recordou com especial emoção a frase que ele lhe disse antes de gravarem juntos: Rita, sê tu. Sê tu própria. Essas palavras, simples à primeira vista, tiveram um impacto profundo. Libertaram-na de qualquer pressão, permitindo-lhe cantar com verdade absoluta, sem filtros nem máscaras. Segundo a própria, esse conselho ficou para sempre gravado na sua memória e moldou a forma como viveu aquele momento.
O ambiente no estúdio foi descrito como tranquilo, respeitoso e cheio de energia positiva. Angélico não tentou impor nada, não quis controlar o processo. Pelo contrário, deu espaço, ouviu e criou um clima onde a música podia respirar. Rita sentiu que estava perante alguém que compreendia o poder da emoção e da entrega total à arte.
Mais tarde, já depois da partida de Angélico, Rita voltou a enfrentar essa memória durante a gravação do videoclipe. Sentada ao piano, rodeada por imagens e recordações, viveu um momento intenso, quase suspenso no tempo. Tudo naquele cenário tinha um peso simbólico. Cada nota tocada parecia carregar saudade, respeito e uma ligação que ultrapassava a ausência física.

Ao partilhar uma fotografia onde surge ao lado de Angélico, Rita fez questão de destacar o sorriso dele, aquele sorriso que, nas suas palavras, não desaparece, fica. Um sorriso que continua vivo na lembrança de quem o conheceu, trabalhou com ele ou simplesmente o acompanhou como fã.
A reação do público não se fez esperar. A publicação gerou uma onda de comentários carregados de emoção, carinho e nostalgia. Muitos fãs confessaram ter sido transportados para aquele tempo, recordando a voz, o talento e a presença luminosa de Angélico. Para muitos, ele partiu cedo demais, mas deixou uma marca impossível de apagar.
Com este gesto, Rita Guerra não apenas homenageou um colega e amigo, mas também mostrou o lado mais humano da música: aquele onde a memória, a emoção e a arte se entrelaçam para sempre.