Joaquim Monchique abriu o coração nesta segunda-feira, 26 de janeiro, no programa Júlia, da SIC, partilhando momentos de terror e superação que marcaram o seu último ano. O ator de 57 anos surpreendeu ao revelar que, meses antes do AVC que sofreu em dezembro, enfrentou um enfarte grave em junho, episódio que manteve em segredo.

“Assustei-me um bocadinho porque em junho eu tive um enfarte. A coisa não se soube porque eu fui para uma instituição pública e o protocolo não permite que as coisas aconteçam. Tenho uma válvula mecânica agora na mitral”, confessou, visivelmente emocionado. Monchique descreveu dias de intensa incerteza, em que esteve literalmente entre a vida e a morte: dez dias nos cuidados intensivos, três deles num estado que ele próprio não recorda, enquanto os médicos aguardavam o desenlace incerto.
Os sinais de alerta, segundo o ator, foram ignorados durante algum tempo. “Tive dor aqui, um mau-estar, e estive assim uma semana. Estive a ‘enfartar’ durante uma semana e o músculo rompeu”, explicou, detalhando como a situação exigiu uma intervenção complexa de um médico espanhol que implantou uma válvula mecânica na mitral. O relato revela a intensidade do drama vivido em silêncio, longe dos olhos do público.

Monchique não escondeu que 2025 foi particularmente cruel: “Foi um ano horrível”, disse, recordando a sequência de dois problemas de saúde graves em pouco tempo. “No mesmo ano um enfarte e um AVC, eu acho too much”, acrescentou. Apesar do trauma, o ator encontrou força na ciência médica e no legado familiar, refletindo sobre a morte prematura do pai devido a problemas cardíacos e a sua própria vulnerabilidade, mas também sobre a sorte de ter sobrevivido graças aos avanços da medicina.
Com resiliência e gratidão, Joaquim Monchique garantiu que quer continuar a trabalhar e a viver intensamente, encarando esta fase como um recomeço. Entre a dor e a esperança, o ator mostra ao público não apenas a sua luta, mas também a capacidade de transformar adversidade em energia vital para a vida e carreira, mantendo uma atitude positiva mesmo diante da experiência mais extrema de sua vida.