A imagem que muitos consideravam intocável ganhou, de repente, um peso inesperado. Na noite de 21 de janeiro de 2026, a estátua de Cristiano Ronaldo, instalada junto ao Museu CR7, no Funchal, tornou-se o centro de um episódio perturbador que rapidamente se espalhou pelas redes sociais e provocou uma onda de reações na Madeira e muito além da ilha.
Tudo aconteceu num espaço de poucos minutos, mas com um impacto duradouro. Um homem aproximou-se da estátua, despejou um líquido inflamável sobre a base e ateou fogo, enquanto registava cada segundo com o telemóvel. As imagens mostram o fogo a subir e a envolver parcialmente a figura de bronze, ao som de música alta, criando um contraste desconfortável entre o cenário simbólico e o gesto extremo. No vídeo, publicado pouco depois nas redes sociais, surge uma frase que não passou despercebida: “Esta é a advertência final de Deus”.
A gravação espalhou-se rapidamente, multiplicando visualizações e comentários. Muitos reagiram com incredulidade, outros com indignação, e houve também quem ficasse em silêncio perante a carga simbólica do ato. A estátua, que representa um dos maiores orgulhos da ilha e um ponto obrigatório para visitantes, acabou por não sofrer danos graves. As chamas extinguiram-se antes de provocarem estragos irreversíveis, preservando a integridade do monumento.
🇵🇹 | Na Madeira, individuo arde a estátua de Cristiano Ronaldo enquanto dança de felicidade.
O vídeo está a causar bastante indignação nas redes sociais. pic.twitter.com/z5JqZn5dAO
— Questiona-te (@questiona_te) January 21, 2026
O autor do vídeo identificava-se nas redes como artista de freestyle e residente local. A atitude, no entanto, gerou repúdio imediato. As autoridades atuaram com rapidez, analisaram as imagens divulgadas e conseguiram identificar o suspeito pouco tempo depois do incidente. Naquele momento, não foi avançada informação sobre uma detenção formal, mas a mensagem era clara: o episódio não passaria despercebido.
Entre moradores e fãs de Cristiano Ronaldo, o sentimento dominante foi de choque. Para muitos, a estátua não é apenas uma peça artística, mas um símbolo de superação, identidade e ligação emocional à Madeira. Ver esse ícone envolvido em chamas, ainda que por instantes, foi sentido como uma afronta difícil de digerir.

Enquanto as imagens continuavam a circular e a frase deixada pelo autor era analisada palavra por palavra, a ilha acordava com uma sensação estranha. O monumento permanecia de pé, intacto, mas a tranquilidade habitual daquele espaço tinha sido quebrada. O episódio deixou marcas invisíveis e abriu um debate intenso sobre limites, símbolos e a forma como um gesto isolado pode ecoar muito para além do local onde aconteceu.