Kara Braxton, bicampeã da WNBA, faleceu aos 43 anos, após um acidente de viação em Atlanta.

O departamento de atletismo da Geórgia confirmou a notícia na segunda-feira, provocando uma onda de homenagens em todo o mundo do basquetebol. O seu filho, Jelani Thurman, partilhou uma fotografia de infância em que surge a usar a camisola da mãe, escrevendo que iria sentir falta da sua “rainha”. A WNBA também divulgou um comunicado a expressar “profunda tristeza”, homenageando a carreira de uma década de Braxton e o seu impacto na liga.

Com 1,98 m de altura, Braxton era conhecida pela sua presença imponente no garrafão. Foi a sétima escolha geral do Draft da WNBA de 2005, selecionada pelo Detroit Shock, e recebeu o prémio de Melhor Rookie da temporada depois de ter registado médias de 6,9 ​​pontos e 3,0 ressaltos na sua primeira temporada. Ela ajudou o Detroit a conquistar os títulos da liga em 2006 e 2008, consolidando-se como uma força fiável no garrafão.

Quando a franquia se mudou para Tulsa em 2010, tornando-se o Tulsa Shock, Braxton jogou parte da temporada lá antes de ser trocado para o Phoenix Mercury. Mais tarde, em 2011, juntou-se ao New York Liberty, onde terminou a sua carreira na WNBA em 2014.

Antes de se tornar profissional, Braxton causou impacto imediato na Universidade da Geórgia, conquistando o prémio de Caloira do Ano da SEC em 2002 e tornando-se uma das jogadoras de garrafão mais dominantes da história do programa. A sua fisicalidade, capacidade de ressalto e espírito competitivo definiram o seu estilo de jogo.

Fora do campo, Braxton era uma mãe e esposa dedicada. Além de Jelani — que venceu um campeonato nacional com a equipa de futebol americano Ohio State Buckeyes em 2024, antes de se transferir para a Universidade da Carolina do Norte — deixa o marido, Jarvis Jackson, e o filho pequeno, Jream.

Braxton tinha celebrado o seu aniversário poucos dias antes do trágico acidente. Os colegas de equipa e os adeptos recordam-na não só pelos seus campeonatos, mas também pela sua força, liderança e influência duradoura no basquetebol feminino.

As pessoas mais próximas de Braxton dizem que a sua influência ia muito além das estatísticas e dos troféus. As antigas colegas de equipa descreveram-na como uma competidora feroz que exigia excelência, mas que também incentivava as outras, especialmente as jogadoras mais jovens que enfrentavam as pressões do desporto profissional. Os treinadores elogiavam frequentemente a sua ética de trabalho e resiliência, referindo que a sua dureza em campo era equiparada à sua generosidade e bom humor fora dele. À medida que as homenagens continuam a chegar, muitos recordam não só uma campeã e pivô dominante, mas uma mulher cuja presença deixou uma marca indelével nas colegas de equipa, nos adeptos e na comunidade do basquetebol feminino em geral.

Videos from internet